vinicius
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biografia
1985-2000 [+]
1985
vinicius bertazzoni calderoni nasce no dia 10/09/1985, em são paulo, sp, filho de josé calderoni e regina célia bertazzoni calderoni.
1992
ingressa no colégio nossa senhora do morumbi, onde estudará até a oitava série.
1994
aos 9 anos começa a ter aulas de musicalização na domus, escola de música paulistana, tendo pedro mourão como professor.
+
na mesma época, começa a escrever suas primeiras letras de música, peças teatrais e roteiros pra cinema.
1998
após longa parada, retoma os estudos musicais na domus aos 13 anos, tendo novos professores como akira ueno, renato epstein e chico pinheiro.
2000
ingressa no colégio santa cruz, colégio paulistano, onde enveredará definitivamente pelo caminho das artes.
2001-2004 [+]
2001
depois de diversas tentativas incompletas, estimulado pela figura de seu primo ricardo calderoni, àquela época cursando violão na faculdade santa marcelina, e de seu tio david calderoni, cantor, compositor e também violonista, começa a tocar violão para dar vazão à composição de suas canções.
+ no mesmo ano, monta três bandas, discurso indireto livre, no ar e na veia e cafetão planeta, e se apresenta no próprio colégio santa cruz e em diversos festivais inter-escolares, chegando a executar músicas de sua autoria.
+
compõe, em seu primeiro ano como compositor, crédulo e palhaçada, que virão a integrar seu primeiro disco.
2002
monta outra banda, chamada som silvestre, que só executa canções próprias, sendo a maioria das canções, parcerias de vinicius calderoni com seu amigo fábio lyra, hoje também músico.
2003
ingressa no curso de cinema da faap e no curso de história da usp, lugares onde fará grandes e decisivas amizades, estabelecendo novas parcerias.
+
as primeiras duas músicas de sua autoria gravadas são lançadas no cd regeneração de david calderoni, tio de vinicius: na certa, com letra de vinicius e música de david e maná, com música de vinicius e letra de david e vinicius. também em maná, divide os vocais com david e na última canção do disco, pra vinicius, contribui tocando pandeiro.
+ inicia aulas de violão com o grande violonista ulisses rocha, que terá papel fundamental no início da carreira de vinicius.
2004
monta com os amigos que conhecera no colégio santa cruz, tó brandileone e dani gurgel o quinteto quincas, também formado por gustavo “suza” suzuki, outro amigo do colégio santa cruz e pedro henrique manesco, antigo colega da domus. a banda que tocava um repertório variado de música brasileira e se apresenta em diversas casas de show paulistanas como o café piu piu, executando muitas canções de autoria de vinicius calderoni.
+
estimulado por ulisses rocha e por amigos entusiastas, começa a gravar, em setembro de 2004, com 19 anos recém completados, seu primeiro disco. participam inicialmente das gravações o pianista tiago costa, o baixista zé alexandre carvalho, o baterista pepa d’ elia e o percussionista márcio forte, além de ulisses que acumula as funções de violonista, guitarrista e produtor do cd.
+ começa a estudar canto com lyba serra, que também se torna responsável pela direção vocal do disco.
2005- [+]
2005
dando continuidade à gravação do cd, faz, no café piu piu, seu primeiro show solo, com direção musical de seu amigo e parceiro tó brandileone.
+ por razões médicas, começa a freqüentar a fonoaudióloga sílvia pinho, que passa a complementar seu estudo de canto.
+ dirige dois curtas-metragens em seu curso de cinema da faap: entre outros, co-dirigido com a amiga daniella saba e cinzas, dirigido apenas por vinicius.
+
pela constante troca de idéias e mais aclimatado ao ambiente de estúdio de gravação, é promovido ao cargo de produtor de seu próprio disco em parceria com ulisses rocha.
2006
conhece a cantora fabiana cozza, que grava uma participação especial em seu disco na faixa do litoral. no mesmo ano, vinicius faz participação especial em show de fabiana na temporada em que a cantora convida diversos compositores no grazie a dio.
+ grava duas participações nos vocais no disco da banda paulistana trash pour 4, cuja baterista mariá portugal é amiga de vinicius desde os tempos da escola de música domus. as faixas em que participa são geni e o zepelim, de chico buarque e you’re so vain, de carly simon.
+
finaliza a gravação de seu disco, produzido por ulisses rocha e vinicius calderoni, com a mixagem de adonias souza jr., também co-produtor do disco, e ulisses rocha, e masterização de carlos freitas da classic master. o disco contém também as colagens e concepção gráfica de daniel tonacci, a fotografia de camila gutierrez, a diagramação e finalização de dani gurgel, a ilustração de arthur warren, e a caligrafia de maíra mesquita, além da colaboração de roger sassaki e pedro dayrel. além dos músicos já citados, como tiago costa, zé alexandre carvalho, pepa d’elia, márcio forte, participam do disco outros grandes nomes, como o saxofonista e flautista teco cardoso, a cantora tatiana parra, o grupo instrumental quatro a zero, o baterista edu ribeiro, o trombonista émerson will, os saxofonistas e flautistas ubaldo versolato e vitor alcântara, o trombonista sidnei borgani, o trompetista daniel d’alcântara, o percussionista bolão, e seus amigos e parceiros fábio cadore e tó brandileone, este último também responsável pela co-produção e alguns arranjos do disco, e a cantora bruna caram, dentre outros.
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conclui o curso de cinema na faap.
+
produz o disco de tó brandileone, em parceria com o próprio tó e com adonias souza jr.
2007
lança seu primeiro disco, tranchã, em 2 de junho de 2007, no teatro santa cruz, o teatro do colégio onde havia estudado alguns anos antes, para uma platéia absolutamente lotada. com direção musical de débora gurgel e roteiro e direção geral do próprio vinicius calderoni, o show teve a participação especial de fabiana cozza, tatiana parra, ulisses rocha e tó brandileone e contou com a colaboração de um grande time de músicos: débora gurgel (piano), gustavo barros (violão e guitarra), daniel amorin (contrabaixo acústico e elétrico), thiago rabello (bateria), andré kurchal (percussão), junior galante (trompete), gerson galante (sax e flauta), ubaldo versolato (sax, flauta e clarineta) e sidnei borgani (trombone). o show, produzido por daniel tonacci, com luz de silvestre j.r. e cenário de juliana pedreira, também deu origem a um dvd dirigido por camila gutierrez e laura del rey a ser lançado no início de 2008.
+
o disco passa a ser distribuído pela tratore e chega às lojas de todo brasil
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apresenta-se, ao longo do ano em diversas casas, como ao vivo music, studio sp, livraria da vila dentre outras, e tem como convidados em seus shows giana viscardi, dani black, tó brandileone e dani gurgel.
+
participa do projeto idealizado por dani gurgel, intitulado dani gurgel e novos compositores, participando dos shows e tendo várias músicas de sua autoria executadas, em casas como studio sp, café piu piu e ao vivo music.
+
fica em segundo lugar pelo júri popular no festival de música da santa marcelina, com a canção dois vazios (foi lá), composta em parceria com tó brandileone. conquista também o terceiro lugar no júri oficial do festival de são josé do rio preto, com a canção baião do samba sem mesa, também em parceria com tó brandileone.
+ realiza a montagem de os sapatos de aristeu, curta-metragem de rené guerra feito como trabalho de conclusão de curso da faap, que tem lançamento previsto para meados de 2008.
+
participa, como ator, de diversos episódios do quadro massaroca, exibido quinzenalmente dentro do programa metrópolis da tv cultura. o programa é realizado por arthur warren, ângelo ravazi, júlio taubkin e pedro arantes, integrantes da produtora massa real.
+
realiza a direção e concepção cênica do show de lançamento do disco de tó brandileone, realizado em dezembro no teatro santa cruz. neste disco em que também atua como produtor, vinicius tem sete canções em parceria com tó brandileone (dois vazios, baião do samba sem mesa, tranqueira, cão no calcanhar, outras notícias da praça central, primaveras perdidas e delírios de farol) e uma regravação duma canção de vinicius lançada em tranchã (vou mandar pastar).
+
no compacto lançado por dani gurgel, vinicius comparece com três músicas de sua autoria: tergiversar, mares de lá e a aurora das coisas (esta última em parceria com tó brandileone e léo bianchini), totalizando vinte e duas canções gravadas em 2007.
depoimentos
giana viscardi, janeiro de 2008 [+]
conhecer o vinícius calderoni foi para mim uma grande alegria.
ouvi-lo falar é quase tão encantador quanto ouvir suas músicas, pois além de inteligentíssimo e divertido, ele é um virtuoso com as palavras.
suas letras oferecem infinitas viagens de imagens como as telas do cinema.
cineasta – equilibrista de múltiplos talentos, vinícius é sobretudo um agregador: das artes sonoras e visuais, agregador de amigos (uma turma da pesada que sabe ao que veio), e em breve agregador de uma legião de fãs.
debora gurgel, fevereiro de 2008 [+]
é muito gratificante participar do crescimento pessoal e profissional de alguém.
conheci vini quando pré-adolescente, colega de colégio da minha filha dani. mal sabia três acordes ao violão e já usava isso para compor temas inspiradíssimos.
hoje, vini é um compositor super talentoso, cuidadoso e sensível, com um trabalho consistente e lindo.
pertence à uma geração de novos talentos que vem com uma força muito grande, uma consciência absurda do que é música brasileira e uma universalidade própria dos tempos atuais, sem perder a qualidade em nenhum momento.
seja bem-vindo, colega, é um prazer trabalhar com você!
ulisses rocha, fevereiro de 2008 [+]
o vinicius veio pra deixar sua marca.
culto, com uma inteligência mais que aguçada e com uma cultura musical de dar inveja, insere em suas composições referências estétcas que remetem à tradição e são contemporâneas, sempre com propriedade e criatividade.
sinto-me orgulhoso de ter participado, como produtor e diretor musical, da primeira etapa da vida desse compositor único, que caminha com passos muito firmes, sentindo a vibração de sua terra, sempre buscando o futuro, relacionando-se habilmente com o presente.
eu o conheço bem e sei que ele não precisa de sorte, mas mesmo assim, desejo-lhe muita, pois a música brasileira está precisando, e muito, de gente que pensa.
antônio carlos miguel, publicado no segundo caderno do jornal o globo, do dia 29/01/2008
boa estréia
"na lata", que abre "tranchã" (independente), cd de estréia do cantor e compositor vinicius calderoni, é um bom samba pop, remetendo a jorge ben. nas 11 seguintes, a boa impressão permanece, em produção do próprio e do guitarrista ulisses rocha, com participações de teco cardoso (sax e flauta) e da cantora fabiana cozza. (a.c.m.)
amilton pinheiro, revista flash número 230 – fevereiro de 2008
toadas de vinicius
o cantor e compositor vinicius calderoni lança seu primeiro cd, tranchã e, de súbito, se alinha à excelente safra de novos cantores e compositores da nossa tradicionalíssima música brasileira de qualidade. com letras, melodias e arranjos inventivos, calderoni não é trivial, tampouco carnaval, mas do litoral represa na lata um novo suingue musical.
ziriguidum, 21.02.08
O tranchã de Vinicius Calderoni Primeiro trabalho revela artista de cara própria
Logo na introdução de Na lata já dá para perceber: trata-se de algo novo e contagiante. A música abre o primeiro CD do cantor e compositor Vinicius Calderoni. O título é Tranchã e a surpresa é cheia de suingue brasileiro em boas músicas. Trata-se de uma dessas estréias que já deixam naquele impulso de logo catalogar como "revelação". O excesso de adjetivos é inevitável.
Vinicius assina e interpreta todas as doze canções desse trabalho. Que coloca o samba leve Crédulo entre e o balançadíssimo Nenhum suingue e um jazz de verão Nesta hora ingrata. Vinicius se sai bem em letra, música, intenção e interpretação.
A última faixa do disco, Do litoral traz o vozeirão de Fabiana Cozza em participação especial para surpreender quem a conhece apenas como sambista. Mas Vinicius também apresenta Tatiana Parra. Seu nome vem chamando atenção em participações em discos e shows de colegas, e deixa gosto de um trabalho próprio. No CD de Vinicius ela canta a bossa (nada) Trivial.
O samba-catarse Vou mandar pastar é daqueles que se sai cantando junto já na primeira audição. Ornamentada com um bom naipe de metais, a letra exorciza: "Vou mandar pastar / Vou parar de pensar pra viver / Pois só quem perde tempo / É que acha que não tem mais tempo a perder". Ele não tem e engata um rock chamado Carnaval. O enredo já dispara: "Eu vim para desafinar o coro dos contentes".
Vinicius só pode ser nota dissonante em um mundo acomodado de música feita em cima de fórmulas. O talento flui livre. Sem se encaixar em nenhum movimento ou em tribos urbanas, Vinicius simplesmente deixa sua música nascer com cara própria. Pop por não ter como se classificar. Um interessante liquidificador musical.
A produção do álbum foi dividida entre Vinicius e o violonista Ulisses Rocha. O encontro de gerações que traz a experiência do músico para lapidar a obra do artista estreante. A parceria entre os dois, no entanto, não foi a do produtor que molda o produto. O que chama atenção no CD é a personalidade de Vinicius Calderoni, a maturidade de um jovem músico.
Sem espaço para dúvidas, Tranchã é o primeiro passo de um artista de talento inquestionável. O curioso título foi pinçado de um verso de Cantando no toró, música de Chico Buarque, que diz que um grande artista tem que estar tranchã. Pois Vinicius tem no rótulo e no conteúdo. "Um grande artista tem que estar feliz", diz Chico. E Vinicius tem motivos para estar. Desde já sério candidato a revelação do ano, dando lição.
NOTA: Segundo o dicionário Houasis da Língua Portuguesa, tranchã significa "firme em seus princípios, propósitos ou atitudes". Também "qualifica pessoas ou coisas com atributos positivos: bonito (um sujeito t.; uma roupa t.); bom (um pai t.); afável, compreensivo (um chefe t.); interessante (uma idéia t.); correto (uma atitude t.) etc.". De acordo com o dicionária a palavra está em desuso.
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